
“Mister Cellophane, should have been my name”
(Chicago)
Quem bate? Quem está ai fora?
Há alguém ai, de qualquer forma?
O que são esses sons que ouço,
O que é essa luz que às vezes vejo,
Que, tão vívidos e nítidos, ante a solidão,
Tornam-se breves lampejos?
Esqueci como se escreve em rimas, com métricas.
Às vezes começo bem, mas tudo se perde.
Às vezes pareço forte, eu sei, e muitas vezes sou.
Às vezes parece apenas indiferença... E que fim levou?
O que restou daquela alegria, pureza que eu tinha?
O que restou do amor que eu sentia?
Hoje , Amor, você me atravessa, vê através de mim.
Hoje, está de visita apenas, se é que é você mesmo.
Como pode ser você, Amor, se em nada corresponde ao que já
fora?
Há paz? Sim... Mas uma paz movente. Nada acaba e nada afeta.
Tudo passa e nada muda. Só há estática... E alegria abjeta.
Já acreditei ser você, um dia, parte de mim, inseparável.
Já pensei ser impossível de outra forma ser.
Já hoje eu quase nem sinto mais, cores mornas.
E eu não sei nem dizer se é bom ou ruim, apenas consigo ver...
Será esse o produto de mim que me resta?
Serei eu esse sub-resto da festa?
Serei eu esse uso surdo e rouco de mim
E será que eu me importo tão pouco assim?
Não sei nem dizer o que me causa.
Não sei se é falta de costume à mudança.
Talvez, amor, de certezas à fé, seja essa a valsa
E essa troca de pares a nossa verdadeira dança...
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Esse texto é razoavelmente antigo, portanto, perdoem a diferença brutal de estilo, ok?
Um comentário:
Uauuu... fiquei sem palavras. Realmente msm deprê, mas ainda sim linda.
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