É engraçada a sensação. Certo calor que percorre minha derme, que esquenta ouvidos e rosto. Como é engraçado o sorriso que sai, e como fácil ele sai. Solto. O sentido que tudo faz. Como os minutos são contados em metros, pautados pela distância.
Como é boa a sensação que causa: tudo tão diferente sempre. E tão diferentes é tentar ler cada nota de rodapé, cada entrelinha. Jogando cartas com o acaso... Não saber onde olhar às vezes, quais gestos usar e quando. E como tem sido tentar e sentir. Sentir pele, beijo, língua, cheiro, cabelo. Sorriso em pares, sorrir de jeito espontâneo.
Engraçado como o novo tem sido como se sempre fora.
Como é engraçado e estranho medir o vazio agora em metros, quilômetros, bem como a graça das coisas. Como é curioso medir a luz dos lugares em léguas. A certa distância, tem havido apenas ameno e tons de cinza.
Como tem sido bom sincronizar passos... Diversão boba, com devaneios de trapézio. E como são passos apenas, depois.
Como tem me divertido os “serás”, até. Se volta, se quer, se espera... Que pensamento será?
Por hora, há espera e, na espera, essa coisa gostosa de esperar tanto tempo só para ver um sorriso.
Um comentário:
lindoo *.*
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