Companheira fiel, minha boa e ingrata amiga.
Quantas noites se foram e quantas ainda virão?
Você entra em meu quarto, puxa o lençol da cama,
Se arrasta em meu corpo e me deixa no chão.
Depois levanta e se senta à beirada,
Me olha e repousa com jeito de decisão.
Acarinha minhas costas com suas mãos frias
E, apenas para ficar, me engana, me pede perdão.
Por que eu ainda te deixo entrar?
Por que eu ainda te abro a porta?
Enquanto você estiver, ela não volta...
Permanece esse vazio de mim, do que me falta.
Permanece ainda esse quarto escuro.
Somos só eu e a Dor nessa hora morta.
Quantas noites se foram e quantas ainda virão?
Você entra em meu quarto, puxa o lençol da cama,
Se arrasta em meu corpo e me deixa no chão.
Depois levanta e se senta à beirada,
Me olha e repousa com jeito de decisão.
Acarinha minhas costas com suas mãos frias
E, apenas para ficar, me engana, me pede perdão.
Por que eu ainda te deixo entrar?
Por que eu ainda te abro a porta?
Enquanto você estiver, ela não volta...
Permanece esse vazio de mim, do que me falta.
Permanece ainda esse quarto escuro.
Somos só eu e a Dor nessa hora morta.
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