Como acontece isso, esse começo que é fim?
O que me faz me travar desse jeito afinal?
Que mudança é essa que agora se opera em mim,
Que me tira a expressão de cada breve sinal?
Que sinto, sinto! Há poesia e o que dizer.
A sinto fluir por meu corpo, sem poder.
Me escapam palavras e um verso
e faltam as velhas imagens, o nexo.
Eu percebo esse mote, mas não posso seguir
Sinto com força, sinto a mais breve das brisas
Sinto a luz cegar de tão clara e o som ferir.
Eu percebo o segredo... são telas vazias.
Alexandrinos tolos agora me saem.
Um molde tolo em que nunca pude escrever
E p'ra quê? Sepulcros caiados... Nada valem.
Só tento provar p'ra mim que ainda posso fazer...
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Agora chega... Melhor que não me importe. De que vale escrever, lutar, ou mesmo temer, se o mais gostoso é ser. Pensar com sentidos, com cheiro do mundo e vento no ouvido. Para que hesitar afinal? Talvez eu não possa mais com meu lápis... Mas em meu corpo vivo meu bem e meu mal.
Aqui sei o sabor do meio e a transição corpo ao nada. Esse nada Tudo. Na sublimação em que perco minha vereda para achar o meu poema. Da paixão à liberdade. Sendo esse eu-Amor-sema.

