quinta-feira, 27 de junho de 2013

IX - De Repente




"Pois não chegam a vir à boca os tiros. 
Dos combates que vão dentro no peito."
(Gregório de Matos)
 
De repente, você aprende a representar.
E, supostamente, está tudo bem.
De repente você aprende a mentir,
Ainda que no começo não engane ninguém.


Mas depois você melhora e vai de tal forma
Que nem mesmo você diria.
Depois que se passam as horas, ignora
Aquilo que só você sabia.


De repente, se lembra como é andar...
E que ser feliz é  só um jeito de caminhar.

Lembra que o que subsiste é paz
E que esta é uma forma de se equilibrar.


De repente, a chuva passou
E você consegue ver o sol de novo
De repente, o mundo mudou...


Lá em cima está o Sol,
Ainda que às vezes o tempo feche...


De repente,  toda a verdade
Esta mais uma vez sobre a mesa
E você consegue enxergar
Que a tempestade teve também sua beleza...


Um comentário:

karine Ferreira disse...

Reforma total heim...e ainda mantendo um certo romantismo pela tempestade... mas em fim, é o sol que te chama agora... vai lá =)