quinta-feira, 6 de maio de 2010

III ou "As cordas"

No vibro das cordas pende minha razão
Que em cada singular enlace
Faz de minha alma catarze e cedição.

Épico tecido, tal qual Penélope
O perfaço e descosturo,
Pois em seu fim reside o meu próprio, o escuro.

Em cada doce som, segredo meu espírito,
Minhas faces mais íntimas, meus desejos.
Rasgo meu coração, profano rito.

Se busco o silêncio,
Nele também sou música.
Harmonizo a vida que em cada célula fica.

Minhas asas, parte integrante de mim
Minha boca, meus braços, meu pulmão,
Consolo, alívio, minha doce solidão.

Um comentário:

Roupas etc. disse...

fui a última a saber do blog, é? ¬¬
está add lá nos meus, xuxu... beijo...