quinta-feira, 6 de maio de 2010
II
Às vezes o sentimento de incapacidade,
De vertigem diante do papel
É quase o mesmo de observar o céu à noite.
Você deita e olha para cima
E não há mais nada a ser olhado.
É negro e profundo.
E depois de certo tempo,
A ideia que se tem é a de queda,
De que a qualquer momento
Mergulha-se no papel,
Perde-se o eixo e danço com as estrelas.
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