quinta-feira, 6 de maio de 2010
I
É noite
A chuva cai, assoita
O chão grita
E o primeiro impuso
É de fúria
Fúria que venta
Através de meus vasos,meus poros.
E lá fora ecoa um urro de sangue.
Nada é triste, mas vermelho
E negro, como apenas a tempestade.
Negro como apenas o negro mais profundo da sombra
E cinza... cinza, frio e só.
Os ouvidos rasgam,
Os olhos cegam,
A boca seca...
E o tempo chora.
É noite.
A chuva cai, chorosa.
O chão suspira.
Ai! Saudades das manhãs... apenas...
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2 comentários:
gostei...a chuva inspira os sentidos!
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